terça-feira, maio 22

Patinador que não sabe parar...

Por falar em "The Jacu Brothers Inc." lembrei de uma história que vivi com um dos irmãos Jacu, o internacional Zelelé.
Como já foi escrito nesse quase diário sou um patinador. Amador, dolorido e arranhado, mas patinador.
Um dia em um dos momentos de paz no trabalho, fazia planos com Alisson um outro colega de trabalho, para patinar no Parque, sairiamos depois do trabalho para aproveitar o sol ainda a postos graças ao horário de verão. No meio dos planejamentos, assim do nada, bem entrão, Zelelé interfere:
- Nossa vocês patinam, que legal, eu também.
- Legal! Respondeu Alisson já esperando mais um companheiro para a empreitada esportiva.
- Puxa, gostaria de ir com vocês, mas estou sem patins.
Então eu disse:
- Bom, vou na hora do almoço a Feira do Paraguai, se quiser venha comigo, compre um patins pra você e um abraço tonton.
Zelelé topou de imediato.
Mal sabia eu que a aventura estava apenas começando.
Doze em ponto, arrumei as coisas e rumamos para o "shopping popular de artigos importados sem tributação oficial" e no caminho perguntei:
- Cara, pensei que seu negócio era musíca, nunca pensei que rolava esses lances de esporte. Legal mesmo.
E logo mandei a pergunta:
- Você patina a muito tempo?
Ele olhou pra mim, com a cara mais lavada e disse:
- Cara, a um tempão, só não consigo parar.
Pensei comigo que eu também tinha um pouco de dificuldade, mas não podia dar mole pra ele e mandei essa pra tirar uma onda:
- É, também tive essa dificuldade, mas estou melhorando.
Chegamos na feira, compramos tudo que era necessário pra prática segura do esporte e voltamos ao trabalho na espera do fim do expediente pra correr pro parque e usar os brinquedos novos.
O dia demorou a acabar, o relógio marcava oito mas nada de marcar seis horas. Quando estamos tomando conta do tempo ele nunca passa.
Enfim seis horas, parecia sinal de colégio, Alisson, Zelelé e eu saimos correndo para não perder um minuto do solzinho do fim da tarde.
Chegamos no parque, aquele ritual de vestir a armadura para patinar: Bota Joelheira, cotoveleira, munhequeira, aperta patins, da uma batidinha com ele no chão pra tirar a poeira e conferir os rolamentos.
Prontos, primeiro o Alisson levanta. O cara é pro, aquele patinador que cai e você jura que fazia parte do show. De lado, de frente, pulando, de tudo que é jeito o cara fazia graça com o patins. Ficamos eu e Zelelé de boca aberta.
Ai levanto eu. 1.90cm completamente desengonçado. Tirando onda de patinador mas, digamos, uma onda honesta. Manipulo (ou no caso pedipulo) direitinho os patins. Sem os talentos do Alisson mas a coisa dá pro gasto.
Saimos eu e alisson, sem dar falta do Zé. Lá na frente o Alisson me pergunta:
- Uai, cade o Zé?
- Nem vi, cadê ele?
Voltamos correndo e lá estava o Zé ainda sentado no mesmo lugal, com aquela cara de pavor, estático.
Alisson estava achando aquilo estranho e perguntou:
- Ou! Zé! Vambora, tu não falou que sabe patinar?
- Não falei isso. O Zé respondeu quase chorando.
- Falou sim, rapá. Tu não disse que só não sabia parar. Eu exclamei de pronto.
- Falei isso sim, Só não consigo parar em pé!

2 comentários:

Kiko Duarte disse...

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
A sacanagem é que não foi essa a história que ele contou lá em casa! Falou apenas q estava andando de patins no parque com vcs e pá e tal. Aí, essa vai pra o anuário da família.

Ricardo Duarte disse...

huahauhauhauhau... caraca Léo, essa é uma das minhas pérolas. Pense numa pessoa Jacu. hehehehehe. Sabe o pior? tow querendo comprar um patins simplim pra voltar ãs patinadas.